A 30ª Conferência do Clima, em Belém do Pará, iniciada no dia 10/11, foi vista pela Igreja Católica como um evento relevante. De acordo com o calendário oficial do evento, ontem, dia 17/11, iniciou-se a programação a respeito da gestão planetária e comunitária, incluindo os cuidados com nossa Casa Comum, os povos indígenas e comunidades tradicionais.
A escolha da região amazônica para sediar a Conferência colocou o foco no "grito da Terra e o grito dos pobres". A Igreja defende uma conversão ecológica, pedindo que a justiça social seja inseparável da proteção ambiental. O Papa Francisco, em sua encíclica (Laudato Si'), chama a todos nós ao cuidado da Casa Comum, e como está tudo está interligado, a crise ambiental e a social são um só conflito.
Papa Leão XIV enfatizou a urgência do tema, em mensagem para os cardeais do Sul Global: "O que está falhando é a vontade política de alguns. A verdadeira liderança implica serviço e apoio em uma escala que possa fazer realmente a diferença. Ações climáticas mais contundentes criarão sistemas econômicos mais sólidos e justos. Medidas políticas e climáticas firmes constroem uma inversão em um mundo mais justo e estável. Caminhando junto com cientistas, lideranças e pastores de todas as nações e credos. Somos guardiões da criação, não rivais por seus bens".
Neste contexto, a figura de São Vicente de Paulo, ressoa fortemente. No século XVII, ele dedicou-se ao serviço direto aos pobres. Na COP30, o princípio vicentino se traduz na busca de uma justiça climática, no sentido de proteger os mais vulneráveis que sofrem os piores impactos do aquecimento global.