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O lobo-guará e a nova cédula de R$ 200,00 03 de Setembro de 2020 Informativo
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Iniciou-se nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2020, a circulação das cédulas de 200 reais em todo o território nacional, conforme foi anunciado pelo Banco Central do Brasil. As mesmas trazem estampadas a figura do lobo-guará, animal ameaçado de extinção e que foi eleito pela população em 2001 numa pesquisa realizada para esta finalidade. Na ocasião, o lobo-guará ficou em terceiro lugar, atrás da tartaruga-marinha e do mico-leão. O animal, além de ser símbolo de Brasília, é também o símbolo do cerrado brasileiro e uma das principais atrações do Santuário do Caraça, reserva ecológica particular totalmente preservada, situada no Estado de Minas Gerais e administrada pela Província Brasileira da Congregação da Missão. Nesse Santuário, o lobo não se sente ameaçado, mas, livre, seguro, cuidado e em condições de perpetuação de sua espécie. 

Do ponto de vista econômico e de acordo com o Banco Central, a medida visa dar fôlego à economia brasileira e atender à demanda por papel moeda para pagamento do auxílio emergencial em decorrência da Pandemia de coronavírus, que causou o fechamento de muitos estabelecimentos e a pouca circulação de notas no mercado. Apesar da bela homenagem ao personagem-símbolo do Caraça, precisamos nos atentar para o sintoma sócio-econômico que ela representa. Numa situação de recessão e de crise financeira como a que está instaurada no Brasil, os principais atingidos são o pobres, pois, a interrupção das atividades, a falência das empresas e as demissões em massa provocam o empobrecimento ainda maior da população.   

A espiritualidade vicentina, que tem como eixo norteador o seguimento de Jesus Cristo evangelizador e servidor dos pobres, não nos permite fechar os olhos, os ouvidos e, tampouco, nos centrarmos em nós mesmos. Nesse sentido, não podemos ceder à tentação do auto-centramento que nos encerra em nós mesmos, da alienação na qual preferimos não tomar conhecimento do que realmente acontece e, menos ainda, em nos determos somente à assistência imediata.

A força do carisma de São Vicente sempre nos impulsiona a ir além e a trabalhar para que as políticas públicas que protegem e defendem a vida sejam eficazes e cumpram com o seu papel. Em tempos de crise e de pandemias, São Vicente de Paulo sempre se levantou na defesa dos pobres e procurou os meios de fazer com que eles tivessem mais dignidade e vida. A crise que gerou a falta de circulação de cédulas no mercado também está gerando fome, miséria e exclusão em grande parte da população brasileira.

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