A Província Brasileira da Congregação da Missão (PBCM) inicia, nesta sexta-feira, 18 de setembro, a Novena em honra a São Vicente de Paulo, em preparação para a solenidade de seu fundador, celebrada pela Igreja em 27 de setembro.
Neste ano, a novena tem como tema “Na missão vicentina, chamados a ser verdadeiras comunidades vocacionais” e é iluminada pela passagem dos Atos dos Apóstolos: “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46).
O material foi preparado pelo Serviço de Animação Vocacional Vicentino (SAVV) e propõe, ao longo dos nove dias, momentos de oração, escuta da Palavra, meditação e reflexão sobre a vocação e a missão vividas em comunidade.
A proposta é que coirmãos, comunidades, Povo de Deus e integrantes da Família Vicentina reservem, diariamente, um momento para a oração da novena, fortalecendo a comunhão e renovando o compromisso com o carisma e a missão de São Vicente de Paulo.São Vicente de Paulo, rogai por nós!
Rezemos em honra a São Vicente:
Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Vinde Espírito Santo...
HINO DE SÃO VICENTE DE PAULO
Glória e louvor ao ínclito Vicente/ Oh, meu bom pai e Santo protetor!/ Sois na Igreja um Sol resplandecente/ Louvar-vos-ei alegre e com fervor
A nosso Deus, glória e louvor/ Eternamente ao Deus de São Vicente!/ Glória e louvor! Glória e amor!/ Por nos ter concedido, protetor tão querido!
Glória e louvor a Quem formou tal alma/ E a encheu de Seu divino Amor!/ Desde a infância, um vivo fogo inflama/ A São Vicente! É luz! É chama ardente!
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ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS
Oração a São Vicente de Paulo
Esperança de Israel, seu Salvador, no tempo da tribulação, do alto do céu, dignai-vos lançar sobre nós um olhar propício. Vede e visitai esta vinha; inundai de águas fecundas todos os seus sulcos; multiplicai seus rebentos e tornai-a perfeita. Foi a vossa mão direita que a plantou. A seara é verdadeiramente abundante, mas os operários são poucos. Nós vos pedimos, pois, a vós que sois o Dono da seara, que envieis operários para a vossa messe. Multiplicai a família e enchei-a de alegria, a fim de que sejam edificadas as muralhas de Jerusalém. É vossa esta casa, ó meu Deus! É vossa esta casa! Nela não haja, eu vos suplico, nenhuma pedra que não tenha sido colocada pela vossa santa mão. E aqueles a quem vós chamastes conservai-os em vosso nome e santificai-os na verdade. Amém!
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PRIMEIRO DIA: SÃO VICENTE DE PAULO, VOCAÇÃO VIVIDA EM COMUNIDADE
Motivação: A vocação de São Vicente nunca foi vivida isoladamente, mas sempre em comunhão com os outros, sobretudo os mais pobres. Por isso, exorta: “Devemos rogar a Deus que faça de nós, como com os primeiros cristãos, um só coração e uma só alma. Concedei-nos, Senhor, a graça de não termos dois corações e duas almas, mas um só coração e uma só alma, que informe e uniformize toda a Companhia. Tirai de nós os
nossos corações e as nossas almas particulares, que se desviam da unidade. Tirai de nós a operação particular que não concorda com o comum. Que tenhamos todos um só e mesmo coração, que seja o princípio de nossa vida e uma só e mesma alma, que nos anime em caridade, em virtude dessa força unitiva e divina que faz a comunhão dos santos.” (SV, br, XII, 254).
Leitura: At 2, 42-46
Momento de meditação, silêncio. Partilha. Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.
Após segue-se a oração final para todos os dias
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SEGUNDO DIA: SÃO VICENTE DE PAULO, VOCAÇÃO À SERVIÇO DOS POBRES
Motivação: São Vicente de Paulo descobriu o sentido da sua vocação na missão junto aos pobres e atribuía a felicidade da sua vocação à conformidade com o querer de Deus. Eis o que ele diz: “Veio Nosso Senhor e foi enviado por seu Pai para evangelizar os pobres: ‘O Senhor me enviou para evangelizar os pobres’. Pauperibus, aos pobres! Meus Senhores, aos pobres! [...] Que felicidade, meus Senhores, que felicidade! Fazer aquilo que trouxe Nosso Senhor do céu à terra e mediante o que, iremos também nós da terra ao céu; continuar a obra de Deus, que fugia das cidades e ia aos campos procurar os pobres! Eis em que nos ocupam as regras: em ajudar os pobres, nossos mestres e senhores.” (SV, br, XII, 3).
Leitura: Lc 4, 16-21
Momento de meditação, silêncio. Partilha. Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.
Após segue-se a oração final para todos os dias
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TERCEIRO DIA: SÃO VICENTE DE PAULO, VOCAÇÃO EM COMUNHÃO COM A IGREJA
Motivação: A eclesialidade da vocação é algo fundamental para o vocacionado (a). É na Igreja que aprendemos a ser comunidade, a colaborar para a edificação do Reino de Deus e a partilhar com os irmãos e irmãs o tesouro da vocação. São Vicente possuía um sério sentimento de pertença à Igreja que deixou esse testemunho:“[...]se eu não me corrigir de alguma coisa escandalosa e que sirva para a destruição e ruína da Companhia, se ensinar alguma coisa contrária à doutrina da Igreja, a Companhia deve reunir-se e, em seguida, proceder contra mim com todo o rigor que julgar necessário, e até me expulsar dela; deverá avisar ao senhor Bispo de Paris ou escrever a Roma e ao Papa, que também são meus superiores, para que providenciem o remédio contra isso. Devemos fazer o possível para elevar sempre a virtude até o mais alto grau que pudermos, e a que poderia ser elevada, não por nosso próprio empenho, mas pelo recurso a Deus e frequentes orações.”[...] Ó Senhor, que será a Companhia da Missão, se for obediente ao Papa, aos
bispos, aos párocos, aos próprios superiores! Quantas bênçãos não deve esperar de sua divina Majestade! Faça-nos Deus a graça desse beneficio!” (SV, br, XI, 98).
Leitura: Mt 16, 13-20
Momento de meditação, silêncio. Partilha. Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.
Após segue-se a oração final para todos os dias
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QUARTO DIA: SÃO VICENTE DE PAULO, VOCAÇÃO MISSIONÁRIA EM SAÍDA
Motivação: O Papa Francisco em seu magistério acentuou o pedido para sermos uma Igreja em saída. Uma Igreja que rompe as comodidades e busca as periferias existenciais e geográficas. São Vicente viveu bem essa dimensão da missão e refletia com seus missionários: “Procuramos sombra, não queremos sair para o sol, amamos tanto nossas comodidades! Na missão, pelo menos ficamos na igreja, ao abrigo das injúrias do tempo, do ardor do sol, da chuva, tudo a que está exposto esse pobre povo. Gritamos logo por auxílio, se nos dão um pouco mais de ocupação que de ordinário. Meu quarto, meus livros, minha missa! Ainda mais isso, basta! Isto é ser missionário, ter todas as comodidades?[...]Vivemos do patrimônio de Jesus Cristo, do suor dos pobres. Deveríamos pensar sempre que vamos para o refeitório: “Ganhei o alimento que vou tomar?” Tenho muitas vezes este pensamento que me enche de confusão: “Miserável, ganhaste o pão que vais comer, este pão que te vem do trabalho dos pobres?” Pelo menos, se o não ganhamos como eles, rezemos por suas necessidades.” (SV, br, XI, 206).
Leitura: Mc 6, 6b-13
Momento de meditação, silêncio. Partilha. Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.
Após segue-se a oração final para todos os dias
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QUINTO DIA: SÃO VICENTE DE PAULO, VOCAÇÃO SEMPRE EM DISCERNIMENTO
Motivação: Um dos aspectos mais fundamentais da vocação é o discernimento. Discernir é se colocar a escuta de Deus, dos outros e de si mesmo. São Vicente de Paulo com o seu serviço na formação do clero ajudou a muitos nesse processo do discernimento vocacional. Eis o que nos diz: “Há algumas comunidades que nos enviam vários dos que querem entrar nelas e os enviam para fazer aqui os exercícios espirituais, a fim de discernirem melhor a sua vocação antes de se decidirem. Outros vêm de dez, vinte, cinquenta léguas de distância, expressamente, não só em busca de recolhimento e para fazer uma confissão geral, mas também para se determinarem no sentido de uma escolha de vida no mundo e da procura dos meios para salvarem a própria alma.” (SV, br, XI, 15).
Leitura: 1Cor 12, 4-11
Momento de meditação, silêncio. Partilha. Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.
Após segue-se a oração final para todos os dias
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SEXTO DIA: SÃO VICENTE DE PAULO, VOCAÇÃO VIVIDA NA MÍSTICA DA CARIDADE
Motivação: A caridade é a marca fundamental do verdadeiro cristão. O amor a Deus deve ser vivido na dinâmica do amor ao próximo. A caridade vicentina é a vivência máxima do amor. São Vicente nos diz: “Dizem dos religiosos que eles estão no estado de perfeição. Nós não somos religiosos mas podemos dizer que estamos em um estado de caridade, pois vivemos constantemente entregues à prática real do amor ou em prontidão para sê-lo. [...] Ó Salvador, como sou feliz por permanecer em um estado de amor para com o próximo, em um estado que vos fala por si mesmo, rogo-vos e apresento-vos, incessantemente, o que faço em seu favor! Dai-me a graça de entender minha felicidade e de amar profundamente esse bem-aventurado estado. Possa eu contribuir para que brilhe essa virtude na Companhia agora, amanhã e sempre. Amém.” (SV, br, XII, 280).
Leitura: 1Jo 4, 7-12
Momento de meditação, silêncio. Partilha. Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.
Após segue-se a oração final para todos os dias
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SÉTIMO DIA: SÃO VICENTE DE PAULO, VOCAÇÃO E VIDA DE ORAÇÃO
Motivação: A intensa atividade missionária de São Vicente não o impedia de nutrir uma profunda vida de oração. Uma vocação sem vida de oração e intimidade com Deus torna-se estéril. Afirma São Vicente: “Se perseverarmos na nossa vocação, será graças à oração. Se tivermos bom êxito em nossos encargos, será graças à oração. Se não cairmos no pecado, será graças à oração. Se permanecermos na caridade, se nos salvarmos, tudo isso será graças a Deus e à oração. Assim como Deus nada recusa à oração, quase nada concede sem a oração: Rogai ao Senhor da messe. Não, nada, nem mesmo a propagação de seu Evangelho, coisa que mais interessa a sua glória: Rogai ao Senhor da messe. Mas, Senhor, isso vos diz respeito e vos pertence. Não importa! Rogai ao Senhor da messe. Peçamos, pois, com toda humildade, a Deus, que nos faça entrar nesta prática.” (SV, br, XI, 417-418).
Leitura: Lc 11, 1-13
Momento de meditação, silêncio. Partilha. Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.
Após segue-se a oração final para todos os dias
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OITAVO DIA: SÃO VICENTE DE PAULO, VOCAÇÃO À SANTIDADE
Motivação: A santidade vicentina não é fazer o extraordinário, mas dedicar-se a fazer bem o ordinário da vida, assumindo com amor a missão e revestindo-nos do Espírito de Jesus Cristo. Ouçamos São Vicente: “Que felicidade para a Missão poder imitar os primeiros cristãos, viver como eles em comum e em pobreza! Ó Salvador! que vantagem para nós! Peçamos todos a Deus que nos dê, por sua misericórdia, seu espírito de pobreza. Sim, o espírito de pobreza é o espírito de Deus; pois, desprezar o que Deus despreza e estimar o que ele estima, procurar o que ele aprova e afeiçoar-se ao que ele ama é ter o espírito de Deus, que não é outra coisa senão ter os mesmos desejos e afeições que Deus, entrar nos sentimentos de Deus. Eis o que é o espírito de Deus: amar, como ele e os seus, a pobreza, à qual se opõe o espírito do mundo, espírito de propriedade e de comodismo, que procura sua satisfação particular, espírito de apego às coisas da terra, espírito do anticristo.” (SV, br, XI, 232).
Leitura: 1Pd 1, 13-20
Momento de meditação, silêncio. Partilha. Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.
Após segue-se a oração final para todos os dias
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NONO DIA: SÃO VICENTE DE PAULO, VOCAÇÃO E SINODALIDADE
Motivação: Sinodalidade é caminhar juntos, dialogando e construindo um entendimento onde todos possam participar. São Vicente viveu essa experiência, pois não caiu na tentação do clericalismo e do autoritarismo, pelo contrário, a Missão se estabeleceu a partir de uma caminhada em conjunto com homens e mulheres que desejavam servir os pobres. Sobre o perigo do autoritarismo, São Vicente afirma: “O outro adversário é a paixão de querer que todos submetam seu juízo ao nosso e sua vontade à nossa. Isso é oposto à mansidão, porquanto, de ordinário, essas pessoas desejosas de que tudo passe por sua aprovação, e de que lhes façam todas as vontades, no tempo e no modo por elas queridos, são, de ordinário, rudes, violentas, coléricas e imperiosas. Os mansos, ao contrário, não têm juízo próprio, condescendem com a vontade alheia e não se enchem de ardor para fazer cumprir a sua, como aqueles de que acabamos de falar. Querer, portanto, que todos sujeitem seu juízo e vontade a nós é um vício oposto à mansidão”. (SV, br, XII, 324).
Leitura: 1Cor 1, 10-18
Momento de meditação, silêncio. Partilha. Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.
Após segue-se a oração final para todos os dias
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ORAÇÃO FINAL PARA TODOS OS DIAS
Oração da Família Vicentina
Senhor Jesus, Vós que vos fizestes Pobre, fazei que tenhamos os olhos e o coração voltados para os Pobres e que possamos reconhecer-vos neles, em sua sede, em sua fome, em sua solidão e em sua dor. Suscitai em nossa Família Vicentina a unidade, a simplicidade, a humildade e a chama da caridade que inflamou o coração de São Vicente de Paulo. Dai-nos força para que, fiéis à prática destas virtudes, possamos
contemplar vos e servir-vos na pessoa do Pobre e um dia nos unirmos a Vós e a eles no vosso reino.
Amém.
CANTO FINAL
São Vicente, amigo dos pobres/Amigo da gente, amigo de Deus (bis)
Coração humilde, sem marcas de ambição/ Sempre ajudando seu irmão/ Sempre ajudando seu irmão. (refrão)
Coração que acolhe, o pobre e o sofredor/ Cheio de ternura e de amor /Cheio de ternura e de amor. (refrão)